UTILIZAÇÃO E CONHECIMENTOS DE DISCENTES SOBRE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS

Autores

  • Ranielle Correia Fonseca Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires
  • Ani Cátia Giotto Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires

Palavras-chave:

Plantas medicinais, fitoterápicos, Enfermagem

Resumo

Objetivo: Verificar a utilização e os conhecimentos de discentes de cursos de saúde acerca de plantas medicinais e fitoterápicos. Metodologia: Levantamento etnobotânico, com caráter descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa sendo empregada por meio de questionário on-line contendo 30 questões, com dados submetidos a análise temática de conteúdo. A coleta de dados foi realizada através de mídias sociais, sendo elas de múltiplas escolhas e abertas entre os meses de agosto e setembro de 2020. Resultados: O conhecimento do uso de plantas medicinais foi transmitido de geração em geração de acordo com 90,9% dos entrevistados, sendo esse transmitido principalmente pela mãe (51,2%) e em seguida pelas avós (36,6%). O conhecimento por meio de mídias sociais ficou em segundo lugar em como adquiriram os seus conhecimentos pelas ervas medicinais (36,4%). As espécies mais utilizadas pelos respondentes de uma lista fornecida no questionário foram boldo (63%), algodão (54%), alecrim (50%), erva cidreira (50%) e mastruz (47%). Os participantes relataram pouco conhecimento transmitido na graduação, porém todos possuem uma definição correta sobre plantas medicinais e fitoterápicos. Foi relatada pouca prescrição de plantas medicinais e fitoterápicos pelos profissionais de saúde, deles médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Conclusão: O estudo mostrou que as plantas medicinais e os fitoterápicos são utilizados por discentes de cursos de saúde. Entretanto, há deficiência de conhecimento dos futuros profissionais da área de saúde sobre plantas medicinais, fitoterápicos e suas utilidades.

Referências

Taufner CF, Ferraço EB, Ribeiro LF. Uso de plantas medicinais como alternativa fitoterápica nas unidades de saúde pública de Santa Teresa e Marilândia,ES. Rev. nat. online. 2006; 4(1):30-39.

Silva JA, Bündchen M. Conhecimento etnobotânico sobre as plantas medicinais utilizadas pela comunidade do Bairro Cidade Alta, município de Videira, Santa Catarina, Brasil. Rev. uno. cien. 2011; 2(2):129-140.

Ribeiro RV, Ribeiro GJS, Albuquerque SJ, Balogun SO. Estudo etnobotânico de plantas medicinais comercializadas em feiras livres de Cuiabá. Rev. cad. pub. (7):32-54.

Souza MDd, Fernandes RR, Pasa MC. Estudo etnobotânico de plantas medicinais na comunidade são Gonçalo Beira Rio, Cuiabá, MT. Rev. bio. 2010; 9(1):91-100.

Stefanello S, Kozera C, Ruppelt BM, Fumagalli D, Camargo MP, Sponciado D. Levantamento do uso de plantas medicinais na univesidade federal do Paraná, Palotina-PA, Brasil. Rev. ext. foc. 2018; 1(15):15-27.

Carneiro FM, Silva MJP, Borges LL, Albernaz LC, Costa JDP. Tendências dos estudos com plantas medicinais no Brasil. Rev. sap. 2014; 3(2):44-75.

Moreira RCT, Costa LCB, Costa RCS, Rocha EA. Abordagem Etnobotânica acerca do Uso de Plantas Medicinais na Vila Cachoeira, Ilhéus, Bahia, Brasil. Rev. act. far. bon. 2002; 21(3):205-211.

Messias MCTB, Mengatto MF, Prado ACC, Santos BR, Guimarães MFM. Uso popular de plantas medicinais e perfil socioeconômico dos usuários: um estudo em área urbana em Ouro Preto, MG, Brasil. Rev. bras. pl. med. 2015; 17(1):76-104.

Bueno MJA, Martínez BB, Bueno JC. Manual de plantas medicinais e fitoterápicos: utilizados na cicatrização de feridas [internet]. Mestrado Profissional em Ciências Aplicadas à Saúde. [citado 2020 Set 02] 2016; 18-130. Disponível em: http://www.univas.edu.br/mpcas/egresso/publicacao/2016102022681842740937.pdf.

Thum MA, Ceolin T, Borges AM, Heck RM. Saberes relacionados ao autocuidado entre mulheres da área rural do sul do Brasil. Rev. gau. enf. 2011; 32(3):82-576.

Arnous AH, Santos AS, Beinner RPC. Plantas medicinais de uso caseiro – conhecimento popular e interesse por cultivo comunitário. Rev. esp. saud. 2005; 6(2):1-6.

Backes DS, Backes MS, Sousa FGM, Erdmann AL. O papel do enfermeiro no contexto hospitalar: a visão de profissionais de saúde. Rev. cien. cuid. saud. 2008; 7(3):319-326.

Dias JMG, Menezes M, Gois LH. Tensão pré-menstrual em mulheres periclimatéricas. Reprod. clim. 2010; 25(2):3-60.

Borges MR, Madeira LM, Azevedo VMGO. As práticas integrativas e complementares na atenção à saúde da mulher: uma estratégia de humanização da assistência no hospital Sofia Feldman. Rev. minei. enf. 2011; 15(1):105-113.

Campos FE, Ferreira JR, Feuerwerker L, Sena RR, Campos JJB, Cordeiro H, Junior LC, et al. Caminhos para Aproximar a Formação de Profissionais de Saúde das Necessidades da Atenção Básica. Rev. bra. educ. med. 2001; 25(2):53-59.

Thum MA, Ceolin T, Borges AM, Heck RM. Saberes relacionados ao autocuidado entre mulheres da área rural do sul do Brasil. Rev. gau. enf. 2011; 32(3):82-576.

Lopes MA, Nogueira IS, Obici S, Albiero ALM. Estudo das plantas medicinais, utilizadas pelos pacientes atendidos no programa “Estratégia saúde da família” em Maringá/PR/Brasil. Rev. bras. pl. med. 2015; 14(4):702-706.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2011; 70-126.

Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica. Brasília. Ministério da Saúde, 2006; 10-60.

Abad ANA, Nouri MHK, Gharjanie A, Tavakoli F. Effect of Matricaria chamomilla Hydroalcoholic Extract on Cisplatin-induced Neuropathy in Mice. Chinese Journal of Natural Medicines. 2011;9(2):126-31.

Arruda JT, Approbato FC, Maia MCS, Silva TM, Approbato MS. Efeito do extrato aquoso de camomila (Chamomilla recutita L.) na prenhez de ratas e no desenvolvimento dos filhotes. Rev. bras. pl. med. 2013; 15(1):66-71.

Presidência da República. Decreto N° 5.813, de 22/06/2006. Revogado pelo decreto n° 10.087, de 2019, para dispor sobre plantas medicinais e fitoterápicos. [Internet]. [citado 2020 Set 02]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/decreto/d5813.htm.

Ferreira MM, Junior AGRS, Marini DC, Fernandes LC. Plantas medicinais e fitoterápicos. Cons. reg. farm. 2019; 4(1):10-60.

Silva RC. Lei no 12.739, de 01 de novembro de 2007: Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas. [internet]. Assembleia legislativa do

estado de São Paulo; 2007. [Acesso em: 14 out. 2020]. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2007/lei-12739-01.11.2007.html.

Bruning MCR, Mosegui GBG, Vianna CMM. A utilização da fitoterapia e de plantas medicinais em unidades básicas de saúde nos municípios de Cascavel e Foz do Iguaçu – Paraná: a visão dos profissionais de saúde. 2011; 37(3):11-18.

Downloads

Publicado

2021-06-09

Como Citar

1.
Correia Fonseca R, Giotto AC. UTILIZAÇÃO E CONHECIMENTOS DE DISCENTES SOBRE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 9º de junho de 2021 [citado 24º de outubro de 2021];4(1):613-23. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/322