Epidemiologia de micoses superficiais no Distrito Federal

  • Ana Paula Carvalho de Araujo
  • Amabel Fernades Correia
  • Zita Dinis Lopes da Silva
  • Yanna Karla de Medeiros Nóbrega
Palavras-chave: Micoses superficiais, Fungos, Dermatomicoses

Resumo

Introdução: As micoses superficiais são infecções fúngicas causadas por fungos filamentosos ou leveduriformes, que acometem principalmente tecidos queratinizados, como pele, unhas e cabelos ou pelos, causando as chamadas onicomicoses, dermatomicoses e dermatofitoses. Estudos de prevalência possuem grande relevância por permitirem identificar com precisão os principais agentes etiológicos envolvidos nas infecções fúngicas superficiais em uma determinada região. Objetivo: Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as características epidemiológicas das micoses superficiais no Distrito Federal no ano de 2017. Métodos: O presente estudo compilou resultados de exames micológicos através de consulta às bases de dados LABTRAK® e TRAKCARE®, selecionando todos os exames realizados no Núcleo de Micologia, da Gerência de Biologia Médica do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (NM/GBM/LACEN-DF), no período de dezembro de 2016 a dezembro de 2017. Este estudo transversal incluiu o diagnóstico micológico que consiste em cultura e exame direto. A cultura é realizada em meios específicos e o exame direto por meio de análise microscópica com KOH a 40 %, em aumento de 400X. Os dados coletados foram introduzidos em planilhas de Excel (Microsoft) e as frequências das micoses foram consideradas como percentuais de espécies isoladas. Resultados: No presente estudo foram utilizados 1606 exames laboratoriais de micoses, destes, 1218 (69,6 %) corresponderam a micoses profundas, enquanto 488 (30,4 %), a micoses superficiais, alvo deste estudo. Uma análise preliminar dos 488 exames micológicos realizados para micoses superficiais, revelaram um perfil mais predominante no sexo feminino (66 %), em pacientes com idade entre 41-70 anos, e os agentes etiológicos mais prevalentes destas infecções foram Candida albicans (6,6 %), Candida parapsilosis (32,2 %), Malassezia spp. (15,7 %), e Trichophyton rubrum (8,5 %), sendo Candida parapsilosis o microorganismo mais isolado nos materiais biológicos analisados, principalmente nas onicomicoses evidenciando uma mudança perfil de espécie de Candida não-albicans mais prevalentes nestas infecções. Conclusão: Estudos de rastreio epidemiológicos com resultados fidedignos possibilitam às autoridades sanitárias e aos médicos desenvolverem alertas, bem como atenção a novas estratégias de tratamento demonstrando o impacto do diagnóstico laboratorial na vida dos pacientes.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Araujo APC de, Correia AF, Silva ZDL da, Nóbrega YK de M. Epidemiologia de micoses superficiais no Distrito Federal. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 22º de julho de 2019];2(Esp.1):67. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/242