Ações Inclusivas para Estudantes na Unidade Curricular Farmacologia

  • Daniele Prado Mendes
  • Daniele Prado Mendes
  • Maraise Tavares da Silva
  • Alice da Cunha Morales Álvares
Palavras-chave: Acessibilidade, Educação Especial, Farmacologia

Resumo

A Constituição Federal de 1988 trata a educação como direito de todos e é amparada pela Lei no 9.394/96 que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional. Nessa Lei, são citados princípios como igualdade ao acesso e à permanência do indivíduo na escola, liberdade na aprendizagem, na pesquisa e no saber e pluralismo nas abordagens pedagógicas. O Ministério da Educação (MEC) toma por base esses princípios regulamentando a institucionalização do pleno desenvolvimento do indivíduo que ingressa uma Instituição de Educação superior (IES) por meio de Instrumentos de Avaliação (INEP, 2017). A acessibilidade é abordada visando anular a discriminação social, as dificuldades no ensino e na aprendizagem por meio de recursos de tecnologia assistiva. A acessibilidade é definida como uso ininterrupto a quaisquer espaço físico, serviço e informação (Lei 13.146/15). Toda essa adaptação metodológica é subsidiada por princípios de igualdade por meio da acessibilidade, liberdade na metodologia com utilização de recursos inovadores e pluralidade nos recursos a serem utilizados. É possível adequar a educação especial ao ensino de Farmacologia para fins de atender as pessoas com deficiência explorando suas habilidades, aumentando suas competências e agregando atitudes (Lei n. 13.146/2015). A farmacologia é uma unidade complexa, com nomenclaturas extensas e que exige muito o conhecimento de química. Uma forma lúdica de se trabalhar, apesar de ainda não testada por ausência de estudantes com deficiência, é o docente construir um quebracabeça da estrutura química do fármaco para que os acadêmicos montem individualmente. A estrutura do quebra-cabeça deve constar também o nome do fármaco nas peças de forma que, quando o acadêmico finalizar a montagem, visualize a estrutura química e a nomenclatura. Essa é uma atividade que pode ser desenvolvida, hipoteticamente, com êxito a portadores de Autismo, de Síndrome de Down, de Déficit de Atenção (TDAH), dificuldades de aprendizagem, estudantes tímidos. Após a montagem individual, duplas podem ser formadas, para induzir a integração, a socialização, para conferência das estruturas e dos nomes com assistência do docente. Um vídeo com animação da ação do fármaco deve ser apresentado pelo docente, com imagens plenamente didáticas seguidas de sons a cada evento crucial da ação do fármaco. Assim, a visão e a audição estão sendo exploradas de forma que a metodologia seja acessível e exitosa a todos com ênfase no conteúdo essencial da unidade curricular que é a articulação entre a estrutura do fármaco, a nomenclatura, a ação e o efeito farmacológico. Os estudantes reproduzirão a montagem do quebra-cabeça por meio de peças enumeradas e assinalarão a sequência correta das peças, essa sequência poderá ser associada à imagem da ação do fármaco disponibilizada pelo docente junto aos efeitos da medicação. Toda essa estratégia deve ser acompanhada por uma equipe de apoio psicológico e pedagógico para acompanhar tanto o desenvolvimento do docente quanto à evolução do estudante além de prestar suporte e treinamento aos docentes e aos discentes da IES.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Mendes DP, Mendes DP, Silva MT da, Álvares A da CM. Ações Inclusivas para Estudantes na Unidade Curricular Farmacologia. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 20º de setembro de 2019];2(Esp.1):54. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/230

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