Desenvolvimento de um dispositivo de plga (poli ácido láctico-co-glicólico) para liberação controlada de medicação para o câncer de mama

  • Rafaella R. De Faria
  • Solange R. De Oliveira
  • Fernanda G. R. Higa
  • Sergio T. Bernatavicius
Palavras-chave: Carcinoma, Câncer de Mama, Dispositivo de Liberação, PLGA (Poli Ácido Láctico- Co-Glicólico), Tamoxifeno

Resumo

Introdução: O presente trabalho versa sobre o estudo de um dispositivo de Poli (Ácido Láctico- Co-Glicólico), PLGA, contendo medicamento (tamoxifeno) como alternativa ao tratamento sistêmico (hormonioterapia) do câncer de mama. O material escolhido é um copolímero muito utilizado como veículo para liberação de medicamento por apresentar uma boa biocompatibilidade e aprovação pela Food and Drug Administration. O tamoxifeno é um hormonioterápico responsável por agir diretamente nos receptores hormonais das células tumorais, bloqueando a passagem de hormônios e inibindo o crescimento destas. Desta forma, busca-se evidenciar, de maneira científico-informacional, que um dispositivo local pode auxiliar na diminuição dos efeitos colaterais da medicação sistêmica, contribuindo para o aumento da qualidade de vida das pessoas que necessitam de tal terapia. Métodos: Para o desenvolvimento do dispositivo foram propostas as seguintes etapas: seleção do design, síntese do material, adição do hormonioterápico e caracterização. A síntese do PLGA foi feita via polimerização em massa e a incorporação do tamoxifeno pelo método de casting, a seleção do design limitou-se ao formato em membrana, dado os equipamentos disponíveis. Neste estudo foi feito a análise das propriedades e características do dispositivo a partir da Espectroscopia de InfraVermelho com Transformada de Fourier (FTIR) e da Análise Termogravimétrica (TGA). Os equipamentos utilizados para o FTIR foram o espectrômetro PerkinElmer Spectrum 65 para PLGA puro e PLGA com tamoxifeno e, o espectômetro PerkinElmer Spectrum 100 para o tamoxifeno puro. O equipamento utilizado para o TGA foi o DTG-60 Simultaneous DTA-TG apparatus da Shimadzu. Os procedimentos foram realizados no Laboratório da Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba, Laboratório da ITW Chemical e Laboratório da Universidade de São Paulo. Resultados e discussão: Os resultados foram bastante satisfatórios, pelos registros obtidos pelo FTIR destaca-se que a síntese do material foi bem feita e as bandas de absorção do espectro infravermelho estão de acordo com grupos funcionais de referência na literatura. Pelos registros obtidos pelo TGA, destaca-se perda de massa em três estágios diferentes, sendo a maior delas em torno dos 300 ̊C, onde há rompimento da cadeia polimérica, também de acordo com a literatura. Conclusão: Foi possível desenvolver um dispositivo em PLGA para liberação controlada de medicamento em caso de câncer de mama, que será implantado localmente, assim minimizando os efeitos sistêmicos adversos da hormonioterapia. Assume-se que o uso do dispositivo apresenta as mesmas limitações do tamoxifeno. As análises obtidas pelo FTIR e pelo TGA indicam que a síntese do material foi realizada com sucesso, visto que os resultados obtidos apresentam poucas diferenças quando comparadas com a literatura, sendo justificadas com a incorporação do tamoxifeno.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Faria RRD, Oliveira SRD, Higa FGR, Bernatavicius ST. Desenvolvimento de um dispositivo de plga (poli ácido láctico-co-glicólico) para liberação controlada de medicação para o câncer de mama. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 22º de julho de 2019];2(Esp.1):53. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/229