Implantação do serviço de farmácia clínica em hospitais: a experiência da secretaria de saúde do Distrito Federal

  • Lucas Magedanz
  • Nathalia Lobão Barroso de Souza Silveira
  • Felipe Ferreira
  • Gláucia Silveira Carvalho Pessoa
  • Júlia Moreira de Souza Dantas
Palavras-chave: Farmácia Clínica, Cuidado Farmacêutico, Implantação de serviço

Resumo

Introdução: A RDC 585/2013, do Conselho Federal de Farmácia (CFF) regulamentou as atribuições clínicas do farmacêutico. Apesar de diversos estudos apresentarem experiências de sucesso, dificuldades na implantação e estruturação da Farmácia Clínica são um desafio recorrente. Objetivo: Relatar as principais etapas de implantação do Serviço de Farmácia Clínica (SFC) na rede hospitalar da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), entre 2015 e 2018. Método: A implantação do SFC na rede hospitalar da SES/DF foi orientada por um grupo técnico de farmacêuticos da Diretoria de Assistência Farmacêutica (DIASF). Através de reuniões, definiu-se as necessidades estruturais e de capacitação para a implantação do serviço. Resultados: A implantação do SFC foi principiada pelo “Plano de enfrentamento da resistência bacteriana nas áreas críticas dos hospitais públicos do GDF”, da Coordenação de Infectologia, em julho/15. Esse documento recomendava a incorporação do farmacêutico na equipe multidisciplinar, prioritariamente em unidades de terapia intensiva (UTIs), a fim de auxiliar na avaliação, controle e acompanhamento das terapias antimicrobianas. A partir desta iniciativa a DIASF publicou, a Portaria 187 de 23 de julho de 2015, que criava o SFC em todos os níveis de atenção, o que possibilitou seu reconhecimento no organograma administrativo da SES/DF, além de proporcionar a nomeação de um número mínimo de farmacêuticos ao serviço. A capacitação dos profissionais, realizada através de aulas expositivas e oficinas, dividiu-se em dois módulos: um básico, que apresentava as principais atividades clínicas; e um avançado, que focou em casos aplicados, com ênfase no estudo de infecções e antibioticoterapias, assim como nas técnicas e ferramentas empregadas na coleta e registros das atividades. Outro aspecto fundamental foi a organização de uma rede de comunicação comum entre os farmacêuticos clínicos e a DIASF, disseminando informações, homologando ferramentas de trabalho, e oferecendo suporte técnico-administrativo para a execução do serviço em cada hospital. A definição de uma agenda de encontros bimestrais com os farmacêuticos clínicos possibilitou o acompanhamento das atividades, bem como o compartilhamento de experiências exitosas e estratégias para transpor obstáculos cotidianos. A padronização de indicadores, colhidos localmente e reunidos em nível central pela DIASF, ratificava a importância dos SFC, servindo de subsídio para consolidação e expansão dos serviços, tanto em nível hospitalar quanto na administração central da SES/DF. Por fim, o lançamento do Boletim da Farmácia Clínica, uma produção bimestral da DIASF, com o objetivo de apresentar e discutir temas farmacêuticos relevantes a todos profissionais de saúde, completava as principais iniciativas de organização da Farmácia Clínica nos hospitais da SES/DF. Conclu

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Magedanz L, Silveira NLB de S, Ferreira F, Pessoa GSC, Dantas JM de S. Implantação do serviço de farmácia clínica em hospitais: a experiência da secretaria de saúde do Distrito Federal. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 20º de setembro de 2019];2(Esp.1):50. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/226