Esporotricose: uma revisão sistemática da literatura

  • Eleuza Rodrigues Machado
  • Lustarllone Bento de Oliveira
  • Pedro Luiz Gonçalves Chaves
  • Anna Maly Leão Eduardo
  • Laércia Cardoso Guimarães Axhcar
Palavras-chave: Esporotricose, Sintomas, Causas, Diagnóstico, Tratamentos

Resumo

Introdução: Esporotricose é uma micose granulomatosa crônica, com lesões cutânea e subcutânea, causada principalmente por Sporothrix schenckii. É de distribuição mundial, predominante em áreas urbanas. No Brasil é mais frequente na região Sudeste. S. schenckii é encontrado no solo, plantas, casca de árvores e plantas em decomposição, e o tanto homem como animais são susceptíveis a doença. A infecção se dá pela implantação do fungo nos tecidos lesados. As manifestações dessa micose são: lesões nodulares e ulcerativas com eliminação de exsudato acastanhado e formação de crosta, que podem ser locais, disseminadas na pele e raro sistêmica. O diagnóstico consiste no isolamento de S. schenckii em amostras de tecido e/ou exsudato, com formação de colônias cremosas, branco-amarelada, pregueadas, sendo confirmado por exames histopatológicos. Na terapia usam o antifúngico Itraconazol. Objetivo: Fazer uma revisão da literatura sobre esporotricose, abordando os aspectos morfológicos, epidemiológicos, sintomas, diagnóstico e tratamento, nas duas últimas décadas. Material e Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura sobre a esporotricose, onde os artigos usados foram encontrados utilizando as fontes de base: Google acadêmico, Lilacs, Medline, PubMed e Scielo. As palavras chave usadas na busca das publicações foram: esporotricose, epidemiologia, sintomas, diagnóstico e tratamento. Resultados e Discussão: Encontraram 1.346 artigos, desses 35 entraram na revisão. Esporotricose é uma micose subaguda e crônica, causada por Sporothrix sp., encontrado nos solos, plantas e vegetais em decomposição. É zoonose de animais que cavam como gatos, sendo os principais hospedeiros. O homem adquire a micose, quando o fungo é depositado na pele lesada. As pessoas de riscos para aquisição desse doença são: veterinários, jardineiros, floristas, fazendeiros, caçadores, devido manusear solos, plantas e animais desprotegidos. As lesões são cutâneas, cutânealinfatica, mucosas da conjuntiva, nariz, boca e faringe, mas pode disseminar para pulmões, rins, meninges, fígado, articulações e ossos. A doença tem cura, e consiste em usar iodeto de potássio, porém pouco recomendado ou antifúngicos: Itraconazol, cetoconazol, terbinafina. A profilaxia consiste em manusear animais, solos e plantas usando EPIs. Conclusões: Esporotricose é uma zoonose mundial e fácil transmissão, onde os gatos é a principal fonte de transmissão dessa micose para o homem. No Brasil tem notificação dessa doença em todas as regiões, sendo o sudeste a de maior prevalência. A doença tem cura, porém o tratamento é longo, sendo Itraconazol o mais indicado, na dose 10mg/Kg/dia por no mínimo três meses. É uma doença pouco conhecida pelos brasileiros, por isso preciso ser divulgada, pois são muitas pessoas de riscos para infecção.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Machado ER, Oliveira LB de, Chaves PLG, Eduardo AML, Axhcar LCG. Esporotricose: uma revisão sistemática da literatura. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 16º de dezembro de 2019];2(Esp.1):45. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/221

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