Avaliação do Teor de Iodo em Diferentes Sais de Cozinha no Distrito Federal (DF)

  • Karla Camilla Lins Lucena
  • Anna Maly de Leão
  • Neves Eduardo
  • Eduardo Gomes de Mendonça
Palavras-chave: Iodo, Sal de Cozinha, Iodetação

Resumo

Desde 1 de abril de 1957, está em vigor a lei da iodetação do sal no Brasil. Na década de 50 oteor de iodo recomendado era de 10mg/kg de sal. Atualmente o sal comercializado no Brasildeve possuir entre 15 e 45 mg de iodo/kg do produto, conforme estabelece a Resolução RDC nº23 de 24 de abril de 2013. Condimentar os alimentos com sal iodado é uma prática desejável,pois nos garante a presença deste elemento na alimentação. Porém, suplementar com iodo todaa população apenas através do sal de cozinha sem a necessidade de acompanhamento médicotorna-se improvável que uma população tão heterogênea em hábitos alimentares, característicasfísicas e comportamentais atinja os níveis ótimos de iodo no organismo sem nenhumasupervisão. Os objetivos do trabalho foram pesquisar qual o melhor método para se medir o teorde iodo em amostras de sal de cozinha, estabelecer um protocolo sobre a determinação de iodo,determinar o teor de iodo em diferentes tipos de sais e verificar se o teor de iodo dos referidossais está dentro do preconizado pela ANVISA. Nas análises foram utilizados 6 sais iodadossendo eles sal light, sal rosa do Himalaia, sal marinho, sal grosso, flor de sal, sal refinado. Todasas amostras foram adquiridas em comércios do Distrito Federal. Foram pesados 10g de cadasal, em balança analítica; transferidos para Erlemneyer com auxílio de 200mL de águadeionizada. Cada amostra foi agitada até a dissolução completa do sal. Foram adicionados 5mlde Ácido Sulfúrico 1M. Cada frasco recebeu 0,1g de Iodeto de Potássio. Posteriormente foramadicionados 2 mL de solução de amido 1% (utilizado como indicador). Cada solução foi tituladacom tiossulfato de sódio 0,005M. O volume gasto na titulação foi utilizado para o cálculo do teorde iodo. Foram realizadas 3 repetições por amostra, cada uma delas em triplicata. A flor de saldestacou-se com o maior teor de iodo, sendo de 32,51mg/kg de sal. O sal grosso apresentou25,69mg/kg de sal. Já o sal refinado, 21,47mg/kg de sal. O sal light ficou abaixo do teorestabelecido, com apenas 13,37mg/kg de sal. O sal rosa do Himalaia e o sal marinho nãoreagiram. Os resultados obtidos permitiram verificar que 1 amostra não está em conformidadecom a legislação, evidenciando problemas em termos de qualidade quanto ao teor de iododisponível e risco à saúde no consumo do produto, no que se diz respeito aos Distúrbios DeDeficiência de Iodo. Além disso ratifica-se que a quantidade de iodo adicionado ao sal deve serrevista ao longo dos anos em virtude das mudanças no padrão alimentar dos brasileiros. Tendoem vista estes fatores e com a crescente importação do sal rosa do Himalaia o governobrasileiro e as agências reguladoras necessitam fiscalizar os sais de cozinha disponíveis paraconsumo no território brasileiro. Agradecimentos: ao Programa de Iniciação Científica doPrograma Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC do Centro Universitário ICESPpela concessão de bolsas.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Lucena KCL, de Leão AM, Eduardo N, de Mendonça EG. Avaliação do Teor de Iodo em Diferentes Sais de Cozinha no Distrito Federal (DF). Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 20º de setembro de 2019];2(Esp.1):40. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/214