Avaliação da Eficácia do Extrato Aquoso de Mentha spicata (Alevante) in vitro sobre o Helminto Strongyloides venezuelensis

  • Eleuza Rodrigues Machado
  • Nathalia Carvalho de Araújo
  • Gabriela Fernandes de de Andrade
  • Lustarllone Bento Oliveira
  • Raphael da Silva Affonso
Palavras-chave: Mentha spicata, Strongyloides venezuelensis, anti-helmintíco, Ivermectina, Plantas medicinais

Resumo

O uso de plantas medicinais na prevenção, tratamento e cura de doenças é bem antiga na humanidade. Mentha spicata, conhecida popularmente como alevante é uma planta herbácea perene, da família Lamiaceae conhecida e utilizada na medicina alternativa por suas propriedades diurética, inseticida, antimicrobiana, antioxidante e atividades antifúngicas. Além dessa versatilidade, essa espécie ainda têm potencial anti-helmintíco. Objetivo: Avaliar in vitro a eficácia do extrato aquoso de Mentha spicata sobre a evolução do helminto Strongyloides venezuelensis. Material e métodos: S. venezuelensis é mantido Laboratório de Parasitologia e Biologia de Vetores, FM-UnB em Rattus novergicus. Fezes de ratos infectados com 1.500 larvas infectivas foram usadas nas preparações de culturas em carvão mineral, as quais foram mantidas a 26ºC/3 dias. As larvas infectivas (L3) foram recuperadas pelo método de Rugai, e lavadas 3x em água destilada. L3 foram contadas e cerca de 1000 L3 diluídas em 100 μL de água e usadas nos testes. Mentha spicata foi coletada na cidade Regional de Taguatinga Sul, de uma plantação particular. As folhas e caules foram lavadas com água, secas a 60ºC e trituradas em liquidificador. Dez g desse pó foram diluídos em 250 mL de água e deixado em repouso a 4oC/24 h. Esse extrato foi coado, dividido em alíquotas, congelado a -20º C e liofilizados. Desse pó pesaram 0,3 g e diluíram em 5 mL de água (Solução inicial) e dessa solução realizaram 10 diluições seriadas (v/v = ½ extrato + ½ de água destiladas) e usaram 600 μL em cada teste + 100 μL de água com as L3, sendo o volume final de 700 μL/poço. Como controle positivo usaram água + larvas L3, e como controle negativo usaram o anti-helmintíco ivermectina na concentração de 0,06 mg/mL. Nos demais poços adicionaram 600 μL do extrato das diversas diluições + 100 μL água com L3. As analises foram feitas em 12, 24, 36 e 48 h, por esgotamento de todo liquido. Os resultados foram dados em porcentagem de larvas mortas ou vivas observados usando M.O (Objetiva de 10x). Resultados: 99% das larvas L3 do controle positivo estavam vivas até 48 h após o início do experimento. As larvas tratadas com ivermectina morreram 100% após 36 h de tratamento. O extrato de M. spicata nas concentrações de 0,3 g a 0,01 g mataram 100% das larvas nos tempos analisados. A partir de 0,005 mg não houve diferenças significativas do extrato sobre o helminto. Conclusões: Extrato aquoso de M. spicata apresenta efeito anti-helmintíco sobre S. venezuelensis, sendo a menor concentração com efeito sobre o parasito de 0,01mg. Esse extrato poderá ser usado em futuras pesquisas para produção de novos vermífugos para nematoda e para uso pela população como chá na concentração adequada.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Machado ER, Araújo NC de, de Andrade GF de, Oliveira LB, Affonso R da S. Avaliação da Eficácia do Extrato Aquoso de Mentha spicata (Alevante) in vitro sobre o Helminto Strongyloides venezuelensis. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 20º de setembro de 2019];2(Esp.1):34. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/208

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