Diferenças socioeconômicas e percepção do status familiar do idoso na grande São Paulo

  • Laís Otaviano Mesquita
  • Luana Soares Guimarães
  • Kerolyn Ramos Garcia
  • Aline Gomes de Oliveira
  • Margô Gomes de Oliveira Karnikowski
Palavras-chave: Determinantes sociais, Idosos, Família

Resumo

A velhice é, até hoje, uma fase negligenciada. Apesar de inevitável, sua chegada traz diversas mudanças. Desta forma, os conceitos de tipos de famílias e papéis familiares expandiram-se e, atualmente, consideram o conceito de família convivente (famílias não parentes e famílias com parentesco distantes morando em um mesmo domicílio) como determinante social de saúde, uma vez que estas relações são componente importante dentre redes sociais de convívio dos idosos. Analisar as diferenças socioeconômicas dos idosos de São Paulo entre o ano de 1997 e 2015 considerando a percepção quanto ao status familiar. Foram utilizados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios-PNAD 2015, do IBGE, observando os dados socioeconômicos, e realizada análise descritiva com uso do pacote SPSS. Os dados demonstram que o Brasil está cada vez mais urbano, feminino, mestiço, envelhecido, próspero e supracitado, com maior diversificação familiar. Analisando as mudanças, ainda neste contexto, os resultados da pesquisa revelam que é crescente o número de idosos, principalmente do gênero feminino em domicílios unipessoais. Observou-se que o papel exercido pelo idoso dentro da família reflete diretamente nos dados coletados. Em ambas as situações (lares unipessoais ou familiares), uma série de modificações nas necessidades tanto dos idosos quanto destes grupos familiares são exigidas, mudanças de cunho fisiológico, econômico, psíquico e social. O aumento do custo e a diminuição dos benefícios, fazem com que os casais passem a contar menos com os descendentes e mais com o sistema (público e privado) de proteção social na aposentadoria e na cobertura de riscos. Mesmo que a família seja o local de amparo, ainda existem muitos grupos familiares que os veem como incômodo. No campo da medicina e saúde pública a visão dos indivíduos desta fase da vida ainda é referenciada de forma pejorativa, como custo ou problema. Por outro lado, tem-se o Estado que oprime os idosos, uma vez que os trata como grandes responsáveis dos problemas dos desajustes na Previdência, e das políticas sociais e de saúde. Neste sentido os idosos não adquiriram e seguem lutando para conseguir executar com dignidade direitos que os amparem, não somente dentro de suas famílias, mas também nas esferas de governo, tendo como objetivo sua qualidade de vida.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Mesquita LO, Guimarães LS, Garcia KR, Oliveira AG de, Karnikowski MG de O. Diferenças socioeconômicas e percepção do status familiar do idoso na grande São Paulo. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 20º de setembro de 2019];2(Esp.1):32. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/206