O papel do farmacêutico em oncologia

  • Bruno Correia da Rocha
  • Regis Alves Neponoceno
  • Renika Santos de Oliveira
  • Anna Maly de Leão e Neves Eduardo
Palavras-chave: Câncer, Farmacêutico Hospitalar, Oncologia, Atenção Oncológica

Resumo

mortalidade e demanda atenção tempestiva, longos tratamentos e não menos importante um tratamento adequado. Para o diagnóstico do câncer consideram-se histórico do paciente, exames físicos e os sintomas, buscando identificar seu estado e presença. O farmacêutico está presente em praticamente todos os serviços de quimioterapia do Brasil. E, embora sua atuação principal esteja na manipulação e gerenciamento de quimioterápico, o profissional é peça fundamental na garantia da qualidade dos procedimentos. O trabalho multiprofissional nas Unidades Oncológicas é importante, pois todos os profissionais buscam atender os pacientes, sincronizados na assistência, assim, passando segurança e apoio. Por isso, a terapia farmacológica deverá ser adequada ao estilo de vida de cada um, respeitando suas limitações e hábitos. De acordo com o exposto, conclui-se que os farmacêuticos são fundamentais para garantir o uso racional e seguro dos medicamentos, bem como alertar quanto aos erros de medicação e as formas de prevenção, trazendo contribuições significativas à equipe. Dessa forma, o objetivo geral do trabalho é compreender papel do farmacêutico em oncologia hospitalar. E, como objetivos específicos revisar os aspectos gerais do câncer; analisar a importância do farmacêutico na manipulação dos antineoplásicos; evidenciar como o farmacêutico pode atuar junto à equipe multidisciplinar na unidade oncológica e ratificar a atenção farmacêutica na prevenção e resolução dos problemas relacionados à farmacoterapia. O presente trabalho trata-se de uma revisão de literatura e para sua realização foi realizado uma pesquisa bibliográfica com consultas em literaturas relativas ao assunto. Para guiar esta revisão, baseou-se nos objetivos específicos com seleção de artigos nas bases de dados no SCIELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Ministério da Saúde. Utilizando as palavras chaves: câncer, farmácia oncológica e atenção farmacêutica oncológica. Além disso, os períodos para busca foram de materiais que respeitassem um período de 2000 a 2018, em sua maioria, salvando algumas exceções. Conhecida como doença ruim no dito popular e por apresentar prognóstico não muito satisfatório, o câncer trata-se de uma doença que atinge milhares de pessoas ao redor do mundo. E, a mesma não faz distinção de raça, sexo e idade. Segundo Oliboni e Camargo, 2009, a farmácia hospitalar tem como principal função garantir a qualidade da assistência prestada ao paciente por meio do uso seguro e racional de medicamentos e correlatos. E, adequar sua aplicação à saúde individual e coletiva nos planos assistencial, preventivo, docente e investigativo. A atenção farmacêutica é uma importante ferramenta para a redução de erros na medicação e no tratamento, tornando-o mais eficaz e melhorando a qualidade de vida, pois cada vez mais a tarefa do farmacêutico é garantir que a terapia medicamentosa dos pacientes esteja devidamente indicada e que é mais eficaz segura e conveniente para os pacientes. Na farmácia hospitalar, algumas medidas são tomadas, devido os erros de prescrição, ser frequentes e custosos. Por isso, o Conselho de Coordenação Nacional busca a Prevenção e Relato de Erros na Medicação e tem como definição de erro qualquer incidente evitável que pode causar dano ao paciente ou levar ao uso inapropriado de medicamentos em casos onde o medicamento é controlado por profissional da saúde, pacientes ou consumidor. De acordo com o que foi exposto neste trabalho, podemos concluir que os profissionais farmacêuticos envolvidos na oncologia estão aptos a resolver questões que envolvem o administrativo e o clínico, cooperando com os demais profissionais no desenho do plano terapêutico, na análise da prescrição e no monitoramento dos pacientes, visando melhorar a qualidade do de saúde. Dessa forma, esse profissional que exerce com prudência, consciência e responsabilidade o papel de garantir que o tratamento antineoplásicos esteja prescrito corretamente, beneficia o tratamento do paciente oncológico com qualidade e segurança. Assim, é possível proporcionar uma diversidade de oportunidades de interação com a equipe assistencial e com o paciente.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Rocha BC da, Neponoceno RA, Oliveira RS de, Eduardo AM de L e N. O papel do farmacêutico em oncologia. Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 22º de julho de 2019];2(Esp.1):15. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/183

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