Avaliação de cormobidades e uso de medicamentos em pacientes com Diabetes Tipo2 (DM2)

  • Renan Renato Cruz
  • Lustarone Bento de Oliveira
  • Raphael da Silva Affonso
  • Anna Maly Leão Eduardo
  • Erica Carine Campos Caldas Rosa
Palavras-chave: DM2, Comorbidades, Medicamentos

Resumo

secretória das células beta pancreáticas, ocorre diminuição da secreção de insulina e supressão

insuficiente de secreção de glucagon. Em conjunto com a resistência à insulina, o aumento da

secreção de glucagon se traduz em redução das respostas metabólicas à insulina que resulta

em hiperglicemia crônica. A hiperglicemia e a alteração do metabolismo de ácidos graxos

observadas na doença resultam em dano tecidual e aumento da produção de espécies reativas

de oxigênio (ERO) pelas mitocôndrias e pelos peroxissomos. Estes eventos resultam em

aumento da produção mitocondrial de EROs no endotélio da micro e macrocirculação, e

constituem eventos essenciais ao desenvolvimento das complicações vasculares que

contribuem para as comorbidades da doença. Este estudo teve como principal objetivo analisar

as comorbidades e a utilização de medicamentos em oitenta pacientes diagnosticados com

DM2. Essa avaliação foi realizada com base nos exames pacientes realizados no Laboratório de

Análises Clinicas do Hospital Universitário de Brasília e em pesquisa prévia de dados nos

prontuários dos pacientes após assinatura do TCLE. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de

Ética em Pesquisa da Universidade de Brasília. 80 pacientes com DM2 apresentaram tempo de

diagnóstico de 4 anos, média de idade de 60 anos, media de pressão arterial, sistólica e

diastólica, de 130/100 e a do IMC, compatível com obesidade grau I. A maioria dos pacientes

fazia uso de metformina para o tratamento do diabetes e apresentava, como comorbidade,

hipertensão arterial sistêmica e obesidade grau I A dislipidemia foi observada em menos da

metade dos pacientes devido ao uso de estatinas e 15,5% foram diagnosticados com depressão

e estes utilizavam a fluoxetina. Cerca de 25% faziam uso de tabaco e 40% não praticavam

atividade física. Quanto às variáveis bioquímicas, foi observado que a mediana da glicemia de

jejum e pós-prandial encontrava-se discretamente acima das metas de controle glicêmico (< 100

mg/dL para a glicemia de jejum e < 140 mg/dL para glicemia pós-prandial) e a da HbA1c, na

meta. A mediana do colesterol LDL foi superior à meta de controle (< 100 mg/dL), assim como a

do triglicerídeo (meta < 150/dL). Pacientes com DM2 apresentam maior estresse oxidativo

devido ao aumento de Lipoproteina circulante e ao aumento da concentração plasmática de

glicose e ácidos graxos. Estes s aspectos, além da diminuição da lipoproteína de alta densidade

(HDL), aumento da hipertensão arterial sistêmica e excesso de peso, contribuem para os EROs,

disfunção endotelial e aumento do risco cardiovascular e consequente resposta inflamatória

sistêmica.

Publicado
2019-06-10
Como Citar
1.
Cruz RR, Oliveira LB de, Affonso R da S, Eduardo AML, Rosa ECCC. Avaliação de cormobidades e uso de medicamentos em pacientes com Diabetes Tipo2 (DM2). Rev Inic Cient Ext [Internet]. 10º de junho de 2019 [citado 20º de setembro de 2019];2(Esp.1):14. Disponível em: https://revistasfacesa.senaaires.com.br/index.php/iniciacao-cientifica/article/view/181

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##